Muito se fala sobre a importância de receber bem e sobre como sermos bons anfitriões. Mas e quando somos nós que recebemos o convite para passar alguns dias na casa de alguém? Ser um bom hóspede vai além de agradecer o convite: significa considerar quem nos acolhe e respeitar a rotina da casa.
Uma maneira delicada de iniciar essa convivência é levar um pequeno presente ou mimo. Não precisa ser algo caro; o importante é que seja escolhido com atenção. Pode ser uma caixa de chocolates, uma vela aromatizada, um bom livro (se soubermos que a pessoa gosta de ler), biscoitos, geleias, um doce em compota ou uma garrafa de vinho, licor ou espumante. Flores também podem ser uma boa opção quando a hospedagem dura alguns dias. Diferentemente de uma visita para almoço ou jantar, em que o anfitrião talvez precise interromper o que está fazendo para procurar um vaso, nesse caso há mais tempo para acomodá-las.
Logo no início, vale perguntar sobre os horários e os hábitos da casa. Cada família tem sua rotina, dos horários às tarefas. Conhecê-la ajuda o hóspede a se adaptar e a evitar interferências desnecessárias. É uma questão de flexibilidade e bom senso, lembrando que estamos compartilhando um espaço que não é nosso.
Também é gentil oferecer ajuda nas pequenas tarefas do cotidiano, seja na cozinha, na arrumação ou em outra atividade. O anfitrião pode informar que tem alguém que o ajuda nas tarefas diárias ou mesmo preferir cuidar de tudo sozinho, e essa informação deve ser respeitada; ainda assim, perguntar se há algo em que possamos colaborar demonstra disposição e gratidão. A hospitalidade não deve se transformar em trabalho extra para quem nos recebe.
Os espaços que utilizamos merecem cuidado. Manter o quarto e o banheiro limpos e organizados, guardar roupas e sapatos e evitar deixar objetos espalhados pela casa são atitudes simples, mas que revelam respeito. Não é adequado agir como se houvesse alguém à nossa disposição para recolher o que deixamos para trás.
Se precisarmos sair durante a hospedagem, seja para fazer uma compra, visitar alguém ou conhecer melhor o local, basta avisar de maneira simples e direta. Comunicar nossos planos evita preocupações e impede que os moradores fiquem esperando por nós, principalmente nos horários das refeições. A boa convivência depende dessa atenção.
Ao final da estadia, agradecer pelo acolhimento é indispensável. Quando for possível, oferecer um jantar ou outro gesto de retribuição pode ser uma forma carinhosa de demonstrar reconhecimento. Da mesma forma, mais do que o valor, importa a intenção de retribuir o cuidado recebido.
Ser um bom hóspede não exige formalidades excessivas, e sim atenção, respeito e disposição para conviver. Afinal, a hospitalidade é uma troca: assim como é importante receber bem, também é preciso saber como ser um bom hóspede. A elegância aparece nesses gestos simples, que tornam a convivência agradável para todos.
Mônica Cecilio – @magiadamesa



